17 de outubro de 2009

Brincando e aprendendo...

Se quiseres aprender a brincar basta nestes links clicar:

Jogo da pirâmide dos alimentos

Aprende a ver as horas

Jogo roda dos Alimentos


Dia Mundial da Alimentação

A brincar com as freguesias...

(Castelo de Arnóia)

Brincámos com os nomes das freguesias do nosso concelho.

Em Veade o senhor abade comeu um frade.

Em Canedo há uma coisa que a todos mete medo.

No Corgo há um velhinho que caçou um tordo.

Em Molares encontrei uma picareta para tu trabalhares.

Em Gagos moram uns franceses de 180 kg e ainda acham que são magros.

Em Britelo encontrei um pinto que em vez de penas tem pêlo.

Em Ourilhe são os homens que vão às compras a Caçarilhe.

Em Caçarilhe há uma cabra que foge sempre para Ourilhe.

Em Stª Tecla a rapariga mais bonita é careca.

Em Vale de Bouro as meninas tomam banho com um vassouro.

Em Moreira os agricultores vendem os ratos na feira.

Em Arnóia a criada do padre é uma saloia.

Em S. Clemente os periquitos exigem pão quente.

Em Agilde todo o correio vai parar a casa da Matilde.

Em Carvalho as pessoas mais vaidosas lavam os dentes com alho.

Em Ribas os homens mais gulosos comem cobras vivas.

Em Infesta as casas são varridas com uma vassoura de giesta.

Em Borba a violência doméstica é uma borga.

Em Gémeos há uma gata e um cão que são gémeos.

Em Fervença há um lugar onde a zaragata é intensa.

Em Codeçoso há local mal cheiroso.

No Rego há um motorista que conduz uma carreta e chama-se Alfredo.


Hugo Manuel e José Diogo 3º ano

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2 de outubro de 2009

A aventura de Joana (2ªparte)


Passaram por entre todos aqueles peixinhos dirigindo-se ao palácio. Joana estava fascinada. De um lado viam-se lindas plantas baloiçando como se o vento as tocasse. Do outro pequenas rochas cobertas com plantas que pareciam flores. Tinha aprendido na escola que se chamavam corais.
Com curiosidade Joana tocou numa com a ponta dos dedos mas esta fechou-se sobre si mesma. E assim, distraída com tudo aquilo, chegou ao palácio.
- Lá está o palácio – Disse ela muito espantada com tanto brilho – É tão grande e tão brilhante!
- É aqui que eu e os meus amigos moramos – Diz o Dourado a Joana.
- Mas porque só agora vocês estão a construir o castelo?
- Porque só há pouco tempo encontra as rodinhas douradas. E tudo isso graças a um inimigo nosso, um tubarão. Faz agora um ano que fomos atacados por um grande tubarão, gerou-se grande pânico em todos nós e não tivemos outro remédio senão escondermo-nos dentro do velho navio. Estivemos lá dentro vários dias. Mesmo assim corríamos perigo pois de cada vez que o tubarão batia no navio ele abanava e desfazia-se mais um pouco. Com estas pancadas todas, as rodinhas começaram a sair de uns grandes caixotes. Depois do tubarão ir embora, saímos do nosso refugio e com as rodinhas douradas resolvemos construir um palácio que nos livre de outros ataques de inimigos. Mas vem comigo, vou mostrar-te outras coisas lindas que existem aqui no fundo do mar.
E lá seguiram os dois conversando. Dourado satisfazia todas as curiosidades que Joana tinha em relação ao mar.
Mais adiante estavam muitas ostras, tão juntinhas umas às outras que pareciam areias em ponto grande.
- O que é aquilo pergunta Joana.
- São ostras – diz Dourado. Cada uma delas, quando é adulta, tem no meio uma linda pedra muito redondinha a que os humanos chamam pérola. Se as descobrem matam as minhas amigas ostras para lhes roubar todas as pedrinhas. Os humanos adultos são os nossos piores inimigos.
- Já sei, são para fazer colares.
Enquanto caminhavam Joana ficava maravilhada com tudo o que via. Tudo era tão lindo!
Mas de repente lembrou-se que era uma menina e que sua mãe podia chamá-la e não a ia ver.
- Amigo Dourado tenho que ir embora, a minha mãe pode chamar por mim e ficar assustada por não me ver.
- Vem então Joana, vou levar-te ao palácio e depois levo-te à praia.
Chegando perto do palácio um conjunto de peixes já festejava o fim da tão linda obra.
- Dourado vem ver, o palácio está pronto! - Diz um peixinho todo contente.
Joana aproveita para se despedir do amigo e este entregou-lhe uma rodinha dourada para ela guardar de recordação daquele dia.
- És muito simpático Dourado, nunca me vou esquecer deste dia, muito obrigada amigo. Antes que o amigo a acompanhasse à praia, Joana ouve uma voz que a chama:
- Joana! Joana! Filha onde estás?
Joana ainda ouviu o seu amigo dizer-lhe que a iria buscar mais vezes para passear com ele no mar.
E a voz que a chamava era agora mais clara para ela. Era a sua mãe.
- Joana, filha, acorda. Estás toda queimada do sol, não gosto que adormeças ao sol, podes ficar doente.
Meia ensonada, Joana dizia qualquer coisa que a mãe mal percebia:
- Dormir eu? Então eu vim agora do fundo do mar!
- Anda querida estiveste a sonhar. Vamos para casa, precisas tomar um bom banho.
Enquanto caminhava Joana pensava:
- Estive a sonhar? Mas parecia tão real...
E... como tinha ela uma concha tão dourada na mão?...
Juntas e sem mais explicações, foram as duas para casa. Joana estava muito feliz.
FIM

1 de outubro de 2009

Outono...



Dia 22 de Setembro chega o Outono e as árvores começam a deixar cair as folhas. Primeiro ficam de cor amarela, vermelha, cor-de-laranja e castanha. Depois ficam velhas e secas e caem ao chão. Também é no Outono que se fazem as vindimas e as desfolhadas.
Chega o mau tempo com algum vento e as primeiras chuvas. As andorinhas despedem-se de nós e voam, em grandes bandos, para países mais quentinhos.
Nesta estação do ano os dias ficam mais pequenos e as noites maiores.
No Outono as pessoas vestem roupas mais quentes. Também se colhem vários frutos muito saborosos como as uvas, as romãs, as maçãs, os figos, as nozes, groselhas, castanhas…as castanhas comem-se assadinhas pelo S. Martinho.

Hugo Manuel


Sou uma árvore...

Eu era uma semente, caí na terra e depois comecei a crescer. Quando veio a Primavera apareceram-me as primeiras folhas e depois as flores. No Verão as flores transformaram-se em frutos. Chegou o Outono e colheram os meus frutos saborosos. Também me começaram a cair as folhas e no Inverno fiquei nua.
João



Eu sou uma árvore.
Tinha muitas folhas. Estas folhas eram a minha roupa mas o vento soprou-as, elas soltaram-se e eu fiquei despida. Eu fiquei sem folhas mas eu tenho um tronco gordo e tenho muitos ramos. Eu sou tão alta que posso chegar até ao céu mas queria ter as minhas folhas de novo.
Eu gostava que me regassem.
Cláudia

Dito por não dito...

Ontem e, tal como quase todas as quartas-feiras, antigos alunos vieram fazer uma visita aos colegas e a mim. Vinham um pouco tristes pois leram que íamos fazer um novo blogue. Acham eles que devíamos manter o mesmo, até porque eu sempre lhes disse que podiam continuar a publicar artigos sempre que quisessem. Consultados todos os alunos presentes, da escola e visitantes, chegámos à conclusão que ficará o mesmo blogue ao qual daremos continuidade.
Assim, resta-nos pedir desculpa a todos, agradecer pelas sugestões de nomes para o novo blogue e desejar continuação de bom ano com óptimos resultados.

30 de setembro de 2009

Atrevimento...


Enquanto o novo blogue não está feito vou atrever-me a publicar aqui uma história de minha autoria. Por favor não sejam muito exigentes pois não sou escritora:) Como é um bocadinho grande para publicar de uma só vez publicarei por partes.
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A aventura de Joana

Estava uma tarde bonita e cheia de sol. Como de costume, Joana saltitava descalça pela areia da praia.

Todos os dias, depois da escola e com os deveres já feitos, Joana dirigia-se à praia e aí passava o tempo. Brincava e sonhava com o mar e os seus habitantes. “Como é lindo o mar!” – pensava ela.

Lá ao longe viam-se uns peixinhos a saltitar e Joana só queria ser como eles para viver no mar.

Seria boa a vida dos peixes? Seria bonito o fundo do mar? Que haveria para além das rochas, areia e velhos navios naufragados? Eram perguntas que ela fazia a si própria enquanto estava deitada na areia.

- Quando for grande vou ser mergulhadora para poder responder a estas perguntas todas - Pensava ela.

Estava nestes pensamentos quando de repente ouviu uma voz que a chamava:

- Joana! Joana!

Quem seria?

Olhou para um lado e para o outro mas não viu ninguém. A voz fez-se ouvir novamente:

- Joana! Joana!

A voz vinha do mar. Mas como poderia ser se lá não estava ninguém? Levantou-se e que viu ela...? Um peixinho dourado que saltitava na água, chamando por ela.

Dirigiu-se à água e falou ao peixe:

- És mesmo tu que chamas por mim, peixinho?

- Sim sou eu.

- Mas eu não sabia que os peixes falavam! Porque me chamaste? E como sabes o meu nome?

- Calma menina, uma pergunta de cada vez. - Diz o peixe. - Eu chamei-te porque te conheço há muito, desde o tempo em que ainda vinhas ao colo da tua mãe para a praia e sei o que desejas. Queres que te mostre o fundo do mar?

- Sim quero mas...

- Mas o quê? Não queres ir comigo, é isso?

- Eu quero mas, como vou respirar dentro da água?

- Confia em mim e salta para aqui. Vem comigo.

Joana muito admirada com tudo o que se estava a passar saltou para a água.

Enquanto seguia o seu recente amigo, continuou a fazer-lhe perguntas e mais perguntas.

- Como te chamas, peixinho?

- Chamo-me Dourado, mas vamos depressa porque tens muitas coisas para ver.

À Joana tudo parecia um sonho, ela até conseguia respirar como os peixes!

Depois de descer um bocado, Joana perguntou ao Dourado:

- Porque é que aqui é tão escuro? Mal posso ver. O mar não é todo assim pois não Dourado?

- Não, não é. Aqui é uma zona de muita poluição por isso está tão escuro assim. Mas temos que ir por aqui, é mais seguro. Do outro lado o mar é mais claro mas existem muitas redes de pescadores e podemos ficar presos nelas.

Desceram mais um bom bocado e logo Joana começou a ver melhor. Lá estava um velho navio naufragado. Seria ali que morava o seu amigo peixe?

- Olha Joana vês aquele navio? Já está aqui há muitos anos. Contam os meus avós que quando eles nasceram já aqui estava.

Entraram no navio e Joana vê dezenas de peixinhos iguais ao seu amigo carregando na boca algo igualmente dourado. Joana parou admirada.

- Que levam eles na boca?

- São rodinhas douradas, os humanos chamam-lhe moedas de ouro e sempre que as encontram levam-nas todas. Estas ainda não foram encontradas por eles e nós resolvemos fazer um castelo com elas. Está quase terminado. Vem ver como está bonito o nosso castelo.

(Continua)

...

Caminhos

"Gaia 8 de Setembro de 2009
Espero que esteja tudo bem.
Gostei muito de consultar a vossa página,
Desejo muito sucesso neste novo ano escolar.
Gostaria muito de ter a vossa participação no meu 3º Livro.
Aquele que vos estima muito
Sempre ao dispor
Álvaro Bastos"

Ao visitar o nosso blogue o escritor Álvaro Bastos, natural de Celorico de Basto, deixou-nos este lindo poema que aqui partilhamos convosco:

Caminhos

Sei que não posso sozinho chegar onde quero.
E, mesmo com ajuda, sei que posso nem chegar onde sonho.
Mas conto contigo, amigo, para, me ajudares a seguir no meu caminho,
Porque estou ao teu lado para te ajudar a seguir no teu.

Para isso, que tal irmos juntos? Que tal caminharmos juntos?
Escolhamos o mesmo caminho e ajudamo-nos um ao outro.
Aceita a minha mão ou dá-me a tua,
Porque é de mãos dadas que chegamos à harmonia.


Luís Miguel
Zona Y SET-09

Obrigada pela visita ao nosso blogue e pelas suas sempre simpáticas palavras.

26 de setembro de 2009